01 Abril 2007

Entubados


O fim-de-semana não foi bom para os jornais de Paços de Ferreira. De uma vez só, o Fórm do Vale do Sousa (localizado em Penafiel e com forte penetração em Paredes) enfiou-nos, goela abaixo, três "furos" (gíria brasileira para definir uma notícia divulgada com exclusividade por um jornal).
O pior é que todas as notícias referiam-se a Paços de Ferreira, foram obtidas em eventos públicos em Paços de Ferreira e, pelo menos uma delas, a partir de fontes de Paços de Ferreira.
As reportagens referem-se ao surgimento de um novo pavilhão de exposições, de dois novos hotéis e, por fim, à provável criação de uma Academia da Madeira, uma espécie de universidade direccionada para todos os processos relacionados com a fileira do mobiliário.
Não é pouca coisa, porque todos os textos referem-se a informações que podem provocar alterações significativas no concelho.
Mas sempre existe um porém: um dos jornalistas disse-me que a informação sobre os hotéis havia sido avançada por uma fonte da Câmara, mas que estava sob embargo. Ou seja, os jornalistas podiam saber da informação mas não podiam divulgá-la.
Embargada ou não, o facto é que fomos entubados a seco. Há, neste casos, duas situações a analisar: o mérito de quem divulgou a informação e saber o porquê da desinformação dos jornais de Paços sobre isso.
Foi um fim-de-semana em que os leitores da Capital do Móvel mereciam coisa melhor dos seus três jornais.

Dead Flowers

Send me dead flowers every morning and I won´t forget to put roses in your grave.
É isso aí.
Stones, numa das minhas favoritas.
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Biblioteca do Futuro

Um texto publicado pelo Arts & Letters Daily a partir de uma reportagem do Weekly Sandard pergunta: será que o Sony Reader é a biblioteca do futuro? O aparelhinho, ainda com alguns probleminhas, é mesmo interessante. Abaixo, parte do texto publicado no Arts & Letters Daily.
"The Reader, which I have been test-driving for a couple of weeks, makes clear that books are becoming less necessary to a life of reading pleasure. It also makes clear that the gadget-makers have a ways to go in fine-tuning their product. And they know it.
The Reader currently sells for $350, literature not included. At 7" by 5" it's close to the size of a smallish paperback. Slim and light, it's much easier to carry or pack than a hardback. Its screen alone earns Sony bragging rights. Unlike a computer monitor with its backlighting, uncertain depth, and poor resolution, Sony's E Ink display scans almost as well as ink on paper. It requires outside lighting just as paper text does--which means it offers nothing new to readers in bed positioned next to a sleeping body--but reading an entire novel on it presented no unusual problems. And the style of literature matters less than you might think. In separate sessions, both lasting several hours, the long, embroidered sentences of Jonathan Swift were as easy to take in as the hammer-and-nail prose of Elmore Leonard.
Still, the Reader's shortcomings prove that whatever stage of development it represents, it is not to literature what the iPod is to music. Pages can be marked to help you find your way back to a passage, and the "continue reading" function returns you to the page reached before the device was last turned off. But pages cannot be marked with marginalia, a common enough practice with books that one hopes--or perhaps the verb "to dream" would be better here--that Sony is trying to figure how to make something like it possible with the Reader.
Also, maneuverability within books and within the Reader is limited. Text is not searchable. Flipping through several pages in a row is a small ordeal. A row of small buttons beneath the screen allows you to choose items from a central menu. Unfortunately, the buttons, like the Reader's small mouse-type pointer, are awkward and hard to use. The buttons can help you shift through a long text but do not correspond to obvious reference points like chapter openings, and the selection system is slow to respond.
"

E mais nada...


Como este blog prega sempre o politicamente correcto, lá vai um exemplo. Afinal, o que seria do homem sem a mulher?

28 Março 2007

Cinco em um: o espaço cultural de Jacinta Ferreira em Lousada





Recebi este convite, com uma ideia que me matou de inveja.
O press-release está abaixo e todos estão convidados.

«Puro Flow» é inaugurado no próximo sábado, dia 31 de Março, às 17h00. Trata-se de um espaço alternativo na vila de Lousada, que reúne galeria de arte, livraria, papelaria, bar e quiosque. No dia da inauguração, a exposição «Corujas, Pardais e Outros que tais», de Dinis Cortes, faz as honras da casa. Numa ocasião onde será possível conhecer algumas das fotografias deste médico que se dedica à arte da imagem da Natureza, numa exposição inédita em Portugal.
O espaço é um conceito inovador que reúne num só lugar uma série de serviços. Jacinta Ferreira, a proprietária do «Puro Flow», aposta assim num estabelecimento onde é possível ler um livro, comprar uma revista, fazer uma refeição ou apreciar uma exposição. No futuro, pretende-se que as exposições presentes no «Puro Flow» versem não só a fotografia como também a escultura, a pintura ou mesmo a tapeçaria, numa periodicidade que não se quer superior a dois meses e que conta com a dinamização de Manuela Vaz. E é já com fotografia que se começa no próximo sábado. Fotografia de Dinis Cortes, médico nascido em 1955 e autodidacta na arte de fotografar a Natureza mas que conta já com doze exposições em todo o país e um nome reconhecido em vários concursos onde viu a sua obra premiada.
Quanto a Jacinta Ferreira, dinamizadora deste espaço dedicado à cultura em Lousada, entrou para a editora Centelha em 1974, fundada em Coimbra por, entre outros, Soveral Martins e Rui Namorado. Entre outras actividades relacionadas com a cultura, aposta agora num lugar verdadeiramente revolucionário no panorama da oferta cultural de Lousada. Pelo «Puro Flow» vão passar exposições mas também tertúlias, lançamentos de livros e até actividades pedagógicas para os mais novos. Num ambiente marcadamente urbano mas tranquilo, com uma decoração confortável mas requintada, o “Puro Flow” nasce como um espaço de encontro entre vários prazeres, seja o da leitura ou o da boa comida, contribuindo assim para o desenvolvimento cultural e social da comunidade.

Presente de Aniversário

Talvez pelo uso recorrente de palavrões no meu quotidiano, Bia, Lampa e Nicolau mandaram-me este texto, como presente de aniversário.
Achei, como não podia deixar de ser, genial. Como, aliás, seu autor.
Segue o texto.

"Foda-se", por Millôr Fernandes

O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional a quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!“
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos.
É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende? No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação,
está o famoso "Nem fodendo!" O "Não, não e não!" e tampouco e nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!" o substituem.
O "Nem fodendo!" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um "é PHD porra nenhuma!" ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e mais recentemente o "prepone" - presidente de porra nenhuma. Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou seu correlato "Pu-ta-que-o-pa-riu!!!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta:
"Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala?
"Fodeu de vez!".

Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!!!

08 Março 2007

Muito obrigado

Estes últimos tempos têm sido bons para mim, em matéria de reecontrar (virtualmente) velhos amigos. Francisco Celso Jordão, Ricardo Ditchun e Renata Trevisan vão dando notícias boas de quem gosto muito e me colocam a par das estrepolias de amigos de universidade, de trabalho ou, simplesmente (???) amigos.
A eles, somam-se as incansáveis presenças da minha irmã Tina e do meu sobrinho favorito, Thiago.
Quem disse que a vida é ruim? Vamos em frente, que atrás vem gente.
Um beijo, mãe.

Em frente e avante

"Muitos dirão que em termos de apoios comunitários o facto de baixarmos em todos os índices é bom para reclamar investimento, mas para mal já basta assim.
Sempre achei que era uma estupidez o concelho de Paredes querer aderir à Junta Metropolitana do Porto, hoje dou o braço a torcer. Mais vale ser pobre no meio dos ricos, a ser o mais alto dos sete anões. Para o Porto e em força
".
A "Paz Insuportável" de Tito Couto desta semana, no Fórum do Vale do Sousa, parte pra cima do Clube dos 12, a soma dos municípios da região com os do Baixo Tâmega.
Mais detalhes, clique aqui.

A dança

O Partido Socialista de Paços de Ferreira resolveu tirar a Câmara para dançar. Hoje, a Gazeta publica dois textos de opinião de integrantes do partido na Assembleia Municipal. No primeiro, Joaquim Sousa aborda o (nem sempre rápido) processo de construção do actual Plano Director Municipal (PDM), faz um comentário interessante e coloca uma dúvida: em relação ao comentário, emitido em função do atraso no andamento do processo de análise do Plano, Joaquim Sousa diz o seguinte: "Se o Sr. Presidente nos disser que tudo isso resulta de mau olhado, acredite que os pacenses lhe perdoam. Mas, Sr. Presidente, mais do que bruxas ou bruxedos, este processo revela a mais profunda incompetência de alguém que ainda não percebeu as enormes responsabilidades que tem sobre os ombros".
Mais à frente, o representante do PS pergunta ao presidente da Câmara quais os motivos que teriam levado a Comissão Técnica de Acompanhamento a pedirem o reenvio do PDM para um novo período de discussão pública.
O texto de Joaquim Sousa chama-se "O Malfadado Processo do PDM" e decorre de uma intervenção feita por ele na sessão de 23 de fevereiro da AM de Paços de Ferreira.
O outro texto do PS foi escrito por Maximino e tem a ver com o processo de instalação da IKEA em Paços e com questões que acabam por estar relacionadas com o texto de Joaquim Sousa. O comentário de Maximino está relacionada com a falta de diálogo entre as câmaras do Vale do Sousa, no sentido de garantir verbas mais consistentes dentro do Quadro de Referência Estratégia Nacional (QREN).
Em relação à IKEA, o deputado socialista pergunta o seguinte:
1) Em que estado está o processo de aquisição dos terrenos?
2) Quantas escrituras de compra e venda foram celebradas até a presente data, entre a Câmara e dos donos dos terrenos?
3) A que preço a Câmara Municipal comprou ou vai comprar os terrenos aos particulares?
4) Qual o montante global que a Câmara vai gastar na aquisição dos terrenos à IKEA?
5) Qual o custo que a Câmara vai despender nas infraestrturas necessárias ao início da construção da fábrica?
Mais detalhes na Gazeta de Paços de Ferreira, na edição desta quinta-feira.

27 Fevereiro 2007

Defining Innovation

Aos mais próximos já havia informado a existência desta obra de arte. Acho que a palavra correcta é "sublime".

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Bom Ambiente

Duas notícias boas para o ambiente. A primeira é esta, pinçada na Gazeta Mercantil (BR): "A IKEA, rede internacional de móveis sueca, informou que passará a cobrar dos clientes norte-americanos cinco centavos pelos sacos plásticos descartáveis, como primeiro passo para se desfazer completamente deles. E na ofensiva contra a poluição causada pelas embalagens, o governo da Irlanda aumentará a taxa cobrada há cinco anos para cada saco utilizado nas compras, o que já fez com que seu uso diminuisse em mais de 90%". Leia mais aqui.
A segunda tem a ver com a gigante Honda e a sua participação na F1. A Reuters Brasil informou da seguinte maneira: "A equipe Honda de Fórmula 1 vai substituir os anúncios e patrocínios em seus carros desta temporada por uma imagem enorme da Terra para despertar consciência sobre questões ambientais.
"A Fórmula 1 e o meio ambiente podem não parecer exatamente companheiros", disse o chefe da equipe, Nick Fry, durante a apresentação do novo "Carro Terra" no Museu de História Natural de Londres, nesta segunda-feira.
"Sempre haverá aquela pequena porcentagem de cépticos, mas nós encontramos apoio muito forte ao redor do mundo para fazermos algo nesta direção."
"O alcance global, o número de pessoas com quem podemos falar, é imenso, então podemos mudar mentalidades. Estamos indo em uma direção mais amiga do meio ambiente com os sistemas que colocamos no carro, e a Fórmula 1 é um laboratório para a tecnologia dos carros de rua."
A equipe afirmou, através do site www.myearthdream.com, que qualquer pessoa pode ter seu nome no RA107 desde que faça uma doação ambiental
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09 Fevereiro 2007

Agência de turismo

Agora foi parar no YouTube. Lá vai.
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Sem comentários

Depois acham que há um certo exagero quando me refiro a eles. Sin camisinha???

Strawberry fields forever


"A "Cogumelo Mágico, a tua loja de drogas legais", como diz a publicidade, é a primeira loja do género a abrir na Europa, fora das fronteiras holandesas, onde a venda de drogas leves é legal. Ontem, ao final da manhã, já três pessoas tinham entrado. Compraram o produto mais barato (5,5 euros), aquele que Carlos acredita irá liderar as vendas a erva sálvia, ou erva maria, como é conhecida. Vende-se pronta a ser consumida ou em extractos para fazer chá. "É uma erva alucinogénia, mas legal desde a plantação até à venda e consumo", diz o empresário. Para além da erva sálvia, Carlos vende cactos cuja constituição natural contém mescalina (substância alucinogénia), kits para cultivo de cogumelos mágicos alucinogénios (o produto mais caro, 60 euros), cápsulas de produtos naturais e chá de erva ayahuasca, que também provocam alucinações."
Gostou? O Jornal de Notícias, entre outros, tem mais detalhes da loja aberta em Aveiro pelo simpático Carlos Marabuto (foto). Quem também quer mais detalhes é a Polícia Judiciária.

07 Fevereiro 2007

Estágios

A notícia está no Deutsche Welle de hoje, refere-se a uma situação alemã, mas pode ser perfeitamente transposta para a nossa realidade. Lá vai uma parte.
"Ao se formar, 38% dos estudantes do país fazem um estágio, em vez de iniciar a vida profissional regular. Especialistas criticam a transformação da prática numa forma de exploração de mão-de-obra jovem."
Leia mais.

06 Fevereiro 2007

Brumas em Paços












Paços de Ferreira, 6/2/2007 - 9h00

Pode vir quente...

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