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O fim-de-semana não foi bom para os jornais de Paços de Ferreira. De uma vez só, o Fórm do Vale do Sousa (localizado em Penafiel e com forte penetração em Paredes) enfiou-nos, goela abaixo, três "furos" (gíria brasileira para definir uma notícia divulgada com exclusividade por um jornal).
O pior é que todas as notícias referiam-se a Paços de Ferreira, foram obtidas em eventos públicos em Paços de Ferreira e, pelo menos uma delas, a partir de fontes de Paços de Ferreira.
As reportagens referem-se ao surgimento de um novo pavilhão de exposições, de dois novos hotéis e, por fim, à provável criação de uma Academia da Madeira, uma espécie de universidade direccionada para todos os processos relacionados com a fileira do mobiliário.
Não é pouca coisa, porque todos os textos referem-se a informações que podem provocar alterações significativas no concelho.
Mas sempre existe um porém: um dos jornalistas disse-me que a informação sobre os hotéis havia sido avançada por uma fonte da Câmara, mas que estava sob embargo. Ou seja, os jornalistas podiam saber da informação mas não podiam divulgá-la.
Embargada ou não, o facto é que fomos entubados a seco. Há, neste casos, duas situações a analisar: o mérito de quem divulgou a informação e saber o porquê da desinformação dos jornais de Paços sobre isso.
Foi um fim-de-semana em que os leitores da Capital do Móvel mereciam coisa melhor dos seus três jornais.








